Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Feridas na boca que não cicatrizam merecem atenção

A cada ano, milhares de pessoas são impactadas pelo câncer de boca. Por esse motivo, o mês de maio é dedicado à conscientização e prevenção da doença por meio do Maio Vermelho, uma iniciativa voltada para educar e informar a população sobre esse tema. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, entre os anos de 2023 e 2025, mais de 15 mil novos casos surjam anualmente.

A cada ano, milhares de pessoas são impactadas pelo câncer de boca. Por esse motivo, o mês de maio é dedicado à conscientização e prevenção da doença por meio do Maio Vermelho, uma iniciativa voltada para educar e informar a população sobre esse tema. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, entre os anos de 2023 e 2025, mais de 15 mil novos casos surjam anualmente.

O câncer de boca abrange uma variedade de tumores malignos que afetam as estruturas bucais como gengivas, céu da boca, bochechas, lábios e língua. A médica Bianca Faria, cirurgiã de cabeça e pescoço da Oncomed-MT, destaca que, embora seja mais comum em homens acima dos 40 anos, a doença não exclui as mulheres, podendo manifestar-se de forma ainda mais agressiva em pacientes do sexo feminino ou em indivíduos abaixo dos 30 anos.

Os sintomas principais incluem a presença de feridas na boca que persistem por mais de três semanas, nódulos no pescoço, manchas vermelhas ou esbranquiçadas nas bochechas internas, céu da boca ou língua, e rouquidão persistente. Em estágios avançados, o paciente pode enfrentar dificuldades para engolir, falar e movimentar a língua, destacando a importância de procurar assistência médica ao notar esses sinais.

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca, seja através do cigarro convencional, cigarro de palha, narguilé, charuto, cachimbo ou tabaco mascado. O consumo excessivo de álcool associado ao tabagismo aumenta ainda mais o risco. Além disso, a exposição prolongada ao sol também é um fator de risco relevante.

Tratamento multidisciplinar – O tratamento primário para o câncer de boca geralmente envolve cirurgia para remover o tumor, seguida por sessões de quimioterapia, radioterapia ou uma combinação de ambas, dependendo do estágio e da extensão da doença. “É um tratamento que apresenta uma certa complexidade, por isso, muitas vezes, é necessário fazer a reconstrução das áreas atingidas pelo tumor. O tratamento será definido de acordo com o caso”, afirmou Bianca.

Independentemente da estratégia terapêutica adotada, a atuação de uma equipe multidisciplinar é essencial para o tratamento do câncer de boca. Em todas as etapas, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e cirurgiões de cabeça e pescoço trabalham em conjunto com o médico oncologista para proporcionar o melhor tratamento para os pacientes. “O objetivo é evitar que complicações aconteçam e diminuir as sequelas, buscando otimizar ao máximo a funcionalidade da boca, e consequentemente, a qualidade de vida do paciente”, explica.

A especialista reforça ainda a importância da detecção precoce para o sucesso do tratamento. Ao menor sinal de alerta, é essencial buscar avaliação médica e seguir um acompanhamento regular.

Sobre a Oncomed-MT – Situada em Cuiabá (MT), a clínica especializada no tratamento multidisciplinar do câncer iniciou suas atividades em 1996. Hoje conta com sede ampla, de fácil acesso e fortemente estruturada, dispondo de consultórios, ala de quimioterapia com farmácia unidade de radioterapia. O corpo clínico é formado por oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, radio-oncologistas, hematologistas, mastologistas, urologistas e profissionais especializados em cuidados paliativos. Saiba mais em www.oncomedmt.com.br.

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