Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Lula lamenta morte do ex-presidente dos EUA Jimmy Carter

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, aos 100 anos. “Foi, acima de tudo, um amante da democracia e defensor da paz”, escreveu, em seu perfil na rede social X.

“No fim dos anos 70, pressionou a ditadura brasileira pela libertação de presos políticos. Depois, como ex-presidente, continuou militando pela promoção dos direitos humanos, pela paz e pela erradicação de doenças na África e na América Latina.”

“Carter conseguiu a façanha de ter um trabalho como ex-presidente, ao longo de décadas, tão ou mais importante que o seu mandato na Casa Branca”, completou.

No post, Lula cita ainda que o ex-presidente norte-americano “criticou ações militares unilaterais de superpotências e o uso de drones assassinos”, além de ter trabalhado junto ao Brasil na mediação de conflitos na Venezuela e na ajuda ao Haiti.

“Criou o Centro Carter, uma referência mundial em democracia, direitos humanos e diálogo. Será lembrado para sempre como um nome que defendeu que a paz é a mais importante condição para o desenvolvimento”, concluiu Lula.

Jimmy Carter, um fazendeiro que, como presidente dos Estados Unidos, enfrentou uma economia desfavorável e a crise de reféns no Irã, e que também intermediou a paz entre Israel e Egito e recebeu o prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário, morreu em casa, na Geórgia, no domingo (29).

Democrata, Carter serviu na Casa Branca entre janeiro de 1977 e janeiro de 1981. Tendo vivido mais que qualquer outro ex-presidente na história dos Estados Unidos, viu sua reputação aumentar depois que deixou o cargo – feito que ele mesmo reconheceu.

Prêmio Nobel

Em nota divulgada nesta segunda-feira (30), o órgão que concede o Prêmio Nobel da Paz avaliou que o ex-presidente Jimmy Carter deve ser elogiado por suas “décadas de esforços incansáveis” para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais e para promover a democracia e os direitos humanos.

O Comitê Norueguês do Nobel geralmente se abstém de comentar mortes de vencedores do Nobel da Paz. A última vez que isso aconteceu foi em 2017, quando o dissidente chinês Liu Xiaobo morreu na prisão. O comitê reiterou seu elogio a Carter, lembrando referências feitas ao líder norte-americano quando ele recebeu o prêmio em 2002.

“Com a morte do ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, o Comitê Norueguês do Nobel gostaria de repetir seu elogio por suas ‘décadas de esforço incansável para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, para promover a democracia e os direitos humanos e para promover o desenvolvimento econômico e social'”, disse o comitê à Reuters.

E acrescentou: “No início deste outono, o comitê teve o prazer de parabenizá-lo por seu 100º aniversário, afirmando que seu trabalho em prol da paz, da democracia e dos direitos humanos será lembrado por mais 100 anos ou mais”.

Agência Brasil

Veja também

Flávio Bolsonaro
Último dia para qualquer tipo de propaganda eleitoral é neste sábado
Campanha só está permitida até às 22h; confira regras Na reta final do segundo turno das Eleições de...
futebol
Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Brasil sediará Copa do Mundo feminina em 2027 Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa,...
Mateus
Bahia conquista prata no judô e bronze no triathlon nos Jogos da Juventude 2026
A delegação baiana conquistou duas medalhas no primeiro bloco dos Jogos da Juventude 2026, disputados...
chuva
Inmet: Domingo de eleição será chuvoso em boa parte do país; confira
Norte e Nordeste têm predomínio de tempo seco e calor O fim de semana de eleições terá predomínio de...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos