Sorrir, correr e espirrar são algumas atividades rotineiras na vida das pessoas, mas já imaginou fazê-las e na sequência ter um escape de urina? De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), esse é o cenário na vida de 10 milhões de brasileiros que sofrem com a incontinência urinária.
A disfunção acomete tanto homens quanto mulheres, mas costuma ter uma maior ocorrência entre o sexo feminino, que possui de 6 a 25 vezes mais chances de desenvolver o quadro. A fisioterapeuta Aline Manta destaca que o risco aumenta com o avançar da idade, entretanto observa-se um aumento da prevalência na população de mulheres jovens (até 48%) associados a fatores como exercícios de alto impacto e sintomas intestinais, por exemplo.
Recentemente, a dançarina e influenciadora Lore Improta falou em entrevista que após o parto normal a urina sai involuntariamente. Manta explica que isso é muito comum entre as mulheres porque o ganho de peso, crescimento do útero, alterações hormonais e o parto, geram uma sobrecarga desses músculos e que é preciso cuidados específicos para prevenir o problema. Mas, ressalta que “não podemos normalizar a perda de urina. Existe tratamento e o quadro tende a ser normalizado”.
Tratamento
Entender o tipo de incontinência urinária é o primeiro passo para iniciar o tratamento da forma correta. Fisioterapia e medicação costumam ser as práticas que auxiliam na maioria dos casos. Manta destaca que o processo fisioterapêutico apresenta altas taxas de resolutividade em grande parte das alterações urinárias. Entre os recursos a serem feitos ela destaca o biofeedback, eletroestimulação e os exercícios perineais. A frequência de sessões varia de paciente a paciente.

