Salvador, 20 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Prevenção é um fator importante no combate ao câncer colorretal

Nos últimos dias, a triste notícia do falecimento da cantora Preta Gil tomou conta dos noticiários. A artista foi diagnosticada, em 2023, com câncer no intestino, também conhecido como câncer colorretal. Depois do resultado, a filha do cantor Gilberto Gil passou a compartilhar sua rotina pessoal, mostrando os cuidados com a saúde e as medidas para evitar o avanço da patologia.

Atualmente, essa doença ocupa a terceira posição de tipos de câncer mais comuns em adultos de ambos os sexos e é o segundo mais letal no Brasil, atrás apenas do câncer de pulmão. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 45 mil novos casos, por ano, no país.

Para evitar essa condição, medidas de prevenção podem ser tomadas, como a prática regular de exercícios físicos. “Estudos científicos comprovam que ajuda a controlar o peso corporal, regula hormônios (insulina e estrogênio), reduz inflamações sistêmicas e fortalece o sistema imunológico. Todos esses efeitos contribuem para a redução do risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer. No caso do colorretal, a atividade física melhora o trânsito intestinal, diminuindo o tempo de exposição da mucosa intestinal a substâncias cancerígenas presentes nos alimentos. Além do mais, aumenta a diversidade da microbiota intestinal, favorecendo um ambiente mais saudável no cólon”, explica Fabiano Swinerd, coordenador do curso de Educação Física da UNINASSAU Recife, campus Graças.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada rápida, natação ou bicicleta, ou 75 minutos de atividade intensa. Por exemplo, corrida, dança ou esportes competitivos. Também é fundamental incluir exercícios de força muscular, caso da musculação ou do pilates, duas a três vezes por semana”, destaca.

Já a coordenadora do curso de Nutrição da Instituição de Ensino Superior (IES), Zilmeire Marques, aborda sobre como a dieta também é um fator importante na luta contra o diagnóstico da doença. “Há a possibilidade de algumas comidas e hábitos alimentares aumentarem o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer ao longo da vida, incluindo o colorretal. Pratos ultraprocessados ricos em açúcar, gordura, sal e aditivos químicos (como corantes e conservantes), refrigerantes, bebida alcoólica, carnes vermelhas, comidas embutidas e defumadas devem ser consumidas com muita moderação. A ingestão frequente costuma causar inflamações no corpo, pois liberam substâncias prejudiciais às células. Além disso, o ambiente inflamatório favorece o surgimento de alterações que podem evoluir para um câncer”, declara.

“Porém, também temos muitos aliados na prevenção. Uma alimentação colorida e variada, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e sementes, ajuda o corpo a se proteger, fortalece o sistema imunológico e reduz os riscos. Cuide da sua dieta, pratique atividades físicas regularmente, mantenha o peso adequado e busque uma vida com menos estresse. Essa pequenas atitudes podem fazer toda a diferença na sua saúde”, frisa a profissional.

Veja também

revalida_mcamgo_abr_100720211818-7
Enamed: Veja cursos de medicina que terão sanções por desempenho ruim
Cerca de 30% dos cursos analisados tiveram avaliação insatisfatória Agência Brasil Nesta segunda-feira...
Trump
Trump confirma convite a Lula para compor conselho sobre Gaza
Planalto ainda não se pronunciou sobre possibilidade O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump,...
55052291741_7fb47783d0_o
Petrobras assina contrato bilionário para fabricar navios no RS
Investimentos de R$ 2,8 bi também contemplam estaleiros no AM e SC   Um evento na cidade de Rio...
55052864590_50ff6d0d72_c
Bahia 100%: com estreia do time principal, Tricolor atropela a Onça e lidera com folga
A torcida que foi à Fonte Nova na noite desta terça-feira ver a estreia do time principal do Bahia (a...

Opinião

clube-da-esquina
Os sonhos não envelhecem: uma análise de “Clube da Esquina” e a resistência contra a Ditadura Militar