Salvador, 31 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Qual o impacto do uso indiscriminado do adoçante na saúde?

Usado como alternativa ao açúcar por ser pouco calórico, o adoçante pode fazer mal à saúde quando utilizado de forma indiscriminada e sem orientação médica. O produto em excesso pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, alteração da microbiota e problemas gastrointestinais, segundo pesquisas. Contudo, apesar dos efeitos negativos, no Brasil, nos últimos anos, houve um aumento de 200% no consumo dos edulcorantes entre crianças, e de 54% entre adultos.

 

De acordo com a nutricionista Carolina Dias, referência em emagrecimento saudável e fundadora da CD Clinique, geralmente o adoçante é recomendado por profissionais da saúde para pessoas com diabetes e/ou para quem precisa controlar a ingestão de açúcar. Contudo, sem recomendação de profissionais, há quem pese a mão no uso do adoçante e alimentos diet em busca de uma dieta mais saudável.

 

“Muitos estudos mostram que as pessoas estão usando cada vez mais o adoçante. Isso sem entender ou levar em consideração o impacto negativo que esse produto pode ter na saúde. Apesar de parecer um industrializado inofensivo, o adoçante pode desequilibrar o organismo de várias formas”, explica Carolina.

 

Além disso, o adoçante em excesso pode ter uma reação com o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) e a obesidade. Segundo dados da Pesquisa Exame Nacional de Saúde e Nutrição (EUA), o uso de edulcorantes está relacionado a o aumento do apetite. “A cada dia um novo dado surge e revela os efeitos do adoçante no corpo humano, como a relação do produto com doenças cardiovasculares”, diz a nutricionista.

 

Carolina também ressalta que a microbiota intestinal (micróbios do intestino) é essencial para o equilíbrio metabólico. Entretanto, a harmonia do intestino pode ser afetada pelo uso indiscriminado do adoçante, afirma a especialista. “A microbiota ajuda a controlar a sensibilidade à insulina, o armazenamento de gordura, a tolerância à glicose e inflamações, ou seja, faz o nosso organismo funcionar bem. No entanto, a sua composição e função podem ser afetadas pelos adoçantes, resultando em um quadro de disbiose, em que a pessoa passa a ter diarreia e outros problemas”, explica Carolina.

 

Como reduzir o consumo de adoçantes?

 

Diante de tantos indicativos que o adoçante não é um bom aliado da saúde humana, a nutricionista explica como reduzir o seu consumo. De acordo com ela, o paladar humano é adaptável, então é importante, de forma gradual, diminuir o consumo do produto, da mesma forma que é aconselhável reduzir o consumo de açúcar refinado.

 

“No primeiro mês de redução, use menos gotas de adoçante. Se você utilizava cinco, coloque apenas três. É importante insistir na redução até o paladar se acostumar. Desse modo, quando o adoçante for removido por completo, a paciente vai estranhar quando, de forma eventual, consumir algum alimento que tenha o produto”, diz Carolina.

 

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