Salvador, 16 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Taiwan testa novo sistema de mísseis fornecido pelos EUA pela 1ª vez

Taiwan testou pela primeira vez um novo sistema de mísseis fornecido pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (12).

Militares taiwaneses treinados pelos EUA dispararam foguetes do centro de testes de Jiupeng, em uma parte remota da costa do Pacífico. Com um alcance de cerca de 300 km, eles poderiam atingir alvos costeiros na província de Fujian, no sul da China, do outro lado do Estreito de Taiwan , em caso de conflito.

“Acredito que este lançamento de foguete mostra ao nosso povo a determinação militar em proteger a segurança do país e salvaguardar nossa bela pátria”, afirmou o oficial responsável pelos testes, Ho Hsiang-yih, a repórteres.

 

O Gabinete Presidencial do país postou no X que “as flagrantes provocações militares da China não apenas ameaçam a paz, mas também minam a segurança em toda a região”. O Ministério das Relações Exteriores escreveu:

“Condenamos veementemente os exercícios militares conjuntos da China perto de Taiwan. As provocações ameaçam a paz regional. Instamos Pequim a parar de desestabilizar o status quo e a paz e estabilidade do Indo-Pacífico por meio de comportamento imprudente”.

Horas depois das declarações das autoridades chinesas e taiwanesas, os Estados Unidos afirmaram que estavam monitorando de perto a atividade militar da China perto de Taiwan e iriam continuar a apoiar a ilha diante da pressão militar, econômica e diplomática de Pequim.

“A China mostrou que não é um ator responsável e não tem problemas em colocar a segurança e a prosperidade da região em risco. Não há justificativa para as ameaças irresponsáveis ​​da China e operações de pressão militar perto de Taiwan”, disse um porta-voz do Departamento de Estado nesta terça-feira.

Nos últimos anos, a China recorreu diversas vezes ao envio de suas forças para o entorno de Taiwan, que, mesmo com pouco reconhecimento diplomático oficial, tem governo, moeda e militares próprios.

As tensões entre os territórios, separados pelos 180 km de largura do Estreito de Taiwan, aumentaram com a posse do presidente taiwanês Lai Ching-te, em maio de 2024.

Lai mantém uma postura mais firme a favor da soberania de Taiwan que sua antecessora e colega de partido, Tsai Ing-wen, com quem Pequim teve atritos consideráveis. No mês passado, o presidente taiwanês se referiu à China como “uma força estrangeira hostil” e propôs medidas para combater a espionagem e a infiltração procedente de Pequim.

 

 

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