O líder venezuelano Nicolás Maduro passou a primeira noite detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos durante uma operação realizada na madrugada de sábado, 3. Segundo o governo americano, Maduro será submetido a uma audiência de custódia nesta segunda-feira, 5, quando deverá ser apresentado a um tribunal federal em Manhattan.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, divulgou um documento de 25 páginas com o detalhamento das acusações contra o dirigente venezuelano. Além de Maduro, o texto cita outras cinco pessoas: Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz; Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro da mesma pasta; Cilia Flores, esposa de Maduro; Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente; e Niño Guerrero, apontado como líder do grupo criminoso Tren de Aragua.
De acordo com o Departamento de Justiça, Maduro responde a quatro acusações principais: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para a posse desse tipo de armamento.
Na noite de sábado, a Casa Branca divulgou um vídeo de 12 segundos que mostra Maduro caminhando em uma unidade da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), em Nova York. Nas imagens, o venezuelano aparece usando roupas escuras e chinelos, escoltado por agentes federais, enquanto segura uma garrafa plástica. Em inglês, ele diz “Good night” (boa noite) e “Happy new year” (feliz ano novo).
Maduro chegou a Nova York por volta das 18h30 de sábado, após ser capturado em Caracas, segundo informações oficiais do governo americano. O avião que transportava o presidente venezuelano e a primeira-dama Cilia Flores pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no estado de Nova York. O líder venezuelano desembarcou algemado e foi escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais, vestindo uma roupa cinza clara.
A aeronave, um Boeing 757-200 do Departamento de Justiça dos EUA, partiu da Baía de Guantánamo, em Cuba, com destino ao território americano. Durante a operação, o espaço aéreo da região do Caribe chegou a ser fechado.
Maduro permanecerá detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Segundo o jornal The New York Times, a chegada do venezuelano ao local mobilizou um forte esquema de segurança, com policiais correndo para um estacionamento nas proximidades. Próximo à unidade, cerca de 100 manifestantes, muitos envolvidos em bandeiras da Venezuela, aplaudiam atrás de barricadas policiais.
O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn já abrigou outros presos de grande notoriedade internacional, como Joaquín “El Chapo” Guzmán, ex-chefe do Cartel de Sinaloa; o rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy; e José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que também ficaram detidos provisoriamente no local.