Salvador, 7 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Mais de 160 alunos da rede municipal participam de atividades da Flipelô

Mais de 160 alunos, além de professores e gestores de escolas da rede municipal de ensino, participaram nesta sexta-feira (7) da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Durante a visita guiada, os alunos marcaram presença em atividades previstas na programação do evento, que incentivam a cultura e o contato com o universo literário.

Entre os espaços visitados estiveram a Casa Amarela e a Casa do Benin. A atividade contou com alunos das escolas municipais Gisella Palma, do bairro da Liberdade, da John Kennedy, também da Liberdade, Bananeira, em Ilha de Maré, entre outras unidades.

Para a gerente de Bibliotecas, Livro e Leitura da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Jane Palma, iniciativas como essa ampliam o acesso das crianças e adolescentes à literatura.

“Os espaços da Casa Amarela e da Casa do Benin estão abertos ao público que vem para o Pelourinho, durante a Flipelô. É importante apresentar às crianças e aos nossos adolescentes opções de lazer com a leitura. Hoje, existe a leitura na palma da mão, no celular, no tablet. Mas, nesses dez anos de ação e de desenvolvimento da política pública da Prefeitura, nós podemos dizer que, com muita segurança, Salvador tem público leitor de livros e ávido pela literatura.”

Para a professora Jéssica Costa, vice-diretora da Escola Municipal de Bananeira, a visita guiada à Flipelô tem importância significativa para o desenvolvimento da vida escolar.

“São alunos do 2º e 7º ano do Ensino Fundamental. Para cada período da vida, é importante agregar conhecimento. Ter esses momentos de vivência com a literatura traz algo muito diferente. Para alguns, é o primeiro contato com os livros e o mundo das letras. E isso traz a motivação, sentimento de pertencimento à cidade, possibilidade de desbravar um novo território e de ganhar autonomia”, avaliou a educadora.

Para Ilka Neves, mãe de Jade Neves, de 5 anos, a visita se tornará lembrança permanente na vida da filha. “Moramos na ilha e o acesso para Salvador não é muito simples. Mas poder conhecer este ambiente é muito importante para ela. É uma experiência que ela vai levar para a vida toda”, celebrou.

Pela primeira vez na Flipelô, Arthur Mesquita, de 9 anos, se encantou pelo trabalho do artista plástico João Amado. “Adorei as pinturas e todos esses eventos. Vi apresentações e participei de muitas brincadeiras”, disse o garoto.

Homenageando a escritora, jornalista e poetisa Myriam Fraga, a Flipelô chega à 10ª edição em 2026. O evento acontece até este domingo (9) e tem programação gratuita e distribuída por ruas, largos e equipamentos culturais do Pelourinho.

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