Salvador, 18 de maio de 2026
Editor: Chico Araújo

Morre piloto de helicóptero da polícia baleado na testa por fuzil no RJ

Felipe Monteiro Marques, baleado na testa por um tiro de fuzil durante operação em que atuava como copiloto em um helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, morreu neste domingo (17) aos 46 anos. O agente estava internado em estado grave após fazer uma cirurgia para retirada de um hematoma na cabeça.

A morte foi confirmada no Instagram de Felipe, administrado pela esposa dele, Keidna Marques. “Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé”, informou a nota de pesar.

“Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido. Sua força inspirou, seu exemplo ficará e o seu amor permanecerá em nossos corações para sempre. DESDE SEMPRE EM NOSSOS CORAÇÕES. PARA SEMPRE NA NOSSA MEMÓRIA”, afirma nota.

A causa da morte não foi divulgada pela família. Ainda não há informações sobre o velório e enterro de Felipe.

Governo do Rio de Janeiro lamentou a morte de Felipe. Em nota, a gestão estadual afirmou que o piloto da CORE/SAER (Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil) travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida.

Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado.

Governo do Rio de Janeiro, em nota

PIORA NO QUADRO DE SAÚDE

Na sexta-feira (15), o perfil de Felipe informou que ele estava internado em estado grave após fazer uma cirurgia para retirada de um hematoma na cabeça, segundo a família. Ele teve alterações no quadro clínico na quinta-feira (14) e precisou de medicações muito fortes para estabilização. “A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos”, escreveu a esposa, Keidna Marques.

Keidna explicou que os profissionais estavam fazendo o melhor pelo marido, “enquanto ele continuava lutando”. “É um momento muito difícil de lidar. Seguimos em oração”, concluiu.

Neste sábado (16), o perfil repostou um vídeo onde foi informado que Felipe estava reagindo “dentro do quadro de gravidade dele”. A fisioterapeuta Gerlane afirmou que havia “uma esperança muito grande porque ele estava lutando para ficar bem” e todos os profissionais de saúde estavam fazendo o possível para a recuperação do paciente. Ela ainda explicou que Keidna e outros familiares revezavam às idas ao hospital.

No primeiro final de semana de maio, o policial passou por uma cirurgia para a retirada de um hematoma na cabeça. Após o procedimento, conforme a família, foram identificados novos pontos de sangramento e ele também precisou colocar um dreno. Em 20 de abril, o policial já havia sido submetido a uma cirurgia de cranioplastia para colocação de uma prótese na cabeça dele novamente.

Em dezembro de 2025, Felipe recebeu alta médica do hospital após quase nove meses de internação. À época, a família informou que ele seria encaminhado para um centro de reabilitação. Em 26 de janeiro, porém, o policial precisou retornar ao hospital devido a uma infecção e foi necessária a retirada da prótese craniana que ele usava.

RELEMBRE O CASO

O helicóptero da Polícia Civil onde Felipe estava foi alvejado por criminosos enquanto sobrevoava a favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio, em março de 2025. O policial levou um tiro de fuzil ao lado direito da testa, que atingiu o crânio dele.

Baleado foi levado ao hospital em estado gravíssimo. No local, os médicos descobriram que ele havia perdido praticamente 40% do crânio. Posteriormente, o agente foi transferido para uma unidade de saúde particular na zona sul do Rio.

Em outubro de 2025, a esposa de Felipe contou ao UOL que os médicos consideraram que o piloto teve sorte. Algumas circunstâncias, como o fato de a bala ter entrado de baixo para cima e ter batido na janela do helicóptero antes de atingir a testa do policial, fizeram com que o tiro não fosse fatal.

Bahia Notícias

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