Salvador, 7 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Natura fortalece bioeconomia e protagonismo feminino e indígena com nova agroindústria no Amazonas

Com a inauguração, Associação dos Produtores e Beneficiadores Agroextrativistas de Beruri (ASSOAB) passa a processar óleo e derivados da Castanha da Amazônia e de outras espécies e amplia a renda de mais de 190 famílias em até 60%

A Natura anuncia a inauguração de uma agroindústria em parceria com a ASSOAB (Associação dos Produtores e Beneficiadores Agroextrativistas de Beruri), um projeto que une inovação, sustentabilidade e inclusão social. A nova estrutura, localizada em Beruri (AM), permitirá a extração de óleo de Castanha da Amazônia , agregando maior valor à cadeia, aumentando a renda dos produtores em até 60% e fortalecendo a autonomia de famílias extrativistas.

A 21ª agroindústria comunitária apoiada pela Natura marca a celebração de um pioneiro modelo de negócio. “Para nós, esta conquista representa uma nova fase para nosso trabalho e materializa um sonho. Somos uma associação de extrema importância econômica para a cidade e geramos renda para mais de 190 famílias, sendo que mais da metade estão em quatro Terras Indígenas nos municípios de Beruri, Lábrea e Tapauá. Essa parceria nos dá a certeza de que estamos no caminho certo para o desenvolvimento socioambiental da região”, afirma Sandra Amud, Presidente da ASSOAB.

A ASSOAB trabalha com a Natura desde 2018, exclusivamente com a castanha, até então vendida em amêndoa. Com a nova agroindústria, a associação também poderá ampliar a cesta de insumos fornecidos. “Esse novo empreendimento é parte de um investimento estratégico que garante a qualidade e a rastreabilidade dos bioativos da Amazônia, essenciais para os produtos da Natura. A infraestrutura permitirá também a implementação de novas cadeias produtivas além da castanha, como murumuru, cupuaçu e tucumã, o que diversifica a renda da comunidade e aumenta a resiliência da nossa cadeia de suprimentos frente a eventos climáticos”, afirma Mauro Costa, Gerente Sênior de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade da Natura.

Inovação na Cadeia Produtiva

Inaugurada no último dia 27, a agroindústria deve começar a operar a partir da próxima safra da castanha, no primeiro trimestre de 2026. Considerando o beneficiamento apenas da castanha e a atual capacidade operacional, ela terá potencial de beneficiar até 100 toneladas de matéria-prima por ano. O volume a ser processado dependerá de oferta de matéria-prima em campo e demanda de mercado.

“Assumimos, em julho, o compromisso de ser uma empresa 100% regenerativa até 2050. Ou seja, gerar impacto positivo para as pessoas, o planeta e os negócios. Isto só será possível por meio de atuações coletivas, como a da ASSOAB, que exemplifica como desenvolver a cadeia da castanha ao mesmo tempo em que se combate o desmatamento e garante a inclusão ao gerar renda para todos os envolvidos; entre eles, mulheres, jovens e indígenas”, afirma Angela Pinhati, Diretora de Sustentabilidade da Natura.

A ASSOAB é uma iniciativa de base comunitária no Amazonas que integra soluções de circularidade e eficiência energética, utiliza resíduos da casca da castanha para alimentar a caldeira e aproveita a captação de água da chuva. Essa abordagem alinha-se diretamente aos compromissos climáticos do Brasil e serve como um modelo para as discussões da COP30.

O projeto é um resultado, entre outras iniciativas, do impacto do Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva, uma parceria da Natura com a VERT Securitizadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A ASSOAB foi a única associação de base comunitária no mercado da castanha no Amazonas a acessar recursos do Projeto de Fundos não Reembolsáveis para implementar um sistema de captação de água da chuva em parte de suas operações e com sistema de energia fotovoltaica, ainda em fase de implementação. O Mecanismo Amazônia Viva já mobilizou mais de R$26 milhões em crédito e investimentos estruturantes, fortalecendo a economia local e a conservação da Amazônia.

Com um modelo regenerativo de atuação, há 25 anos, a Natura está conectada a 45 comunidades da sociobiodiversidade na região pan-amazônica, incluindo mais de 10 mil famílias que prosperam socioeconomicamente ao mesmo tempo em que preservam 2,2 milhões de hectares da floresta amazônica. A nova agroindústria também faz parte do compromisso de longo prazo de se tornar uma empresa 100% regenerativa até 2050, indo além da sustentabilidade e restaurando a vida em quatro capitais: financeiro, natural, social e humano.

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