Salvador, 17 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Novembro Roxo: especialista alerta para relação entre prematuridade e tratamentos de reprodução humana

O Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade, reforça a importância de discutir fatores que podem influenciar o nascimento antecipado de bebês, incluindo o aumento da maternidade tardia e a busca crescente por tratamentos de reprodução assistida no Brasil.

A campanha ganha destaque especial no Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, data que chama atenção para a importância dos cuidados neonatais, do acompanhamento pré-natal e do suporte às famílias.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros todos os anos. No Brasil, a prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal, e sua incidência tem relação direta tanto com condições de saúde materna quanto com a idade da mulher no momento da gestação.

Com o avanço das técnicas de fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos, cada vez mais mulheres têm adiado a maternidade para depois dos 35 anos. A ginecologista e especialista em reprodução humana, Sofia Andrade, destaca que, embora os avanços médicos garantam maior segurança e sucesso nas tentativas de gestação, é fundamental orientar e acompanhar as pacientes sobre riscos e cuidados.

“A idade materna avançada e algumas condições associadas, como hipertensão e diabetes gestacional, podem aumentar o risco de parto prematuro. A reprodução assistida não causa prematuridade por si só, mas muitos dos casos envolvem mulheres que já apresentam fatores clínicos ou de idade que precisam ser monitorados de forma criteriosa”, explica a especialista.

Sofia reforça que o pré-natal especializado é essencial para gestantes que realizaram tratamentos de fertilidade. “Acompanhamento multidisciplinar, controle de doenças pré-existentes, orientação sobre hábitos de vida e monitoramento rigoroso do desenvolvimento fetal ajudam a reduzir riscos e garantir uma gestação saudável.”

O Novembro Roxo, além de chamar atenção para cuidados neonatais e suporte às famílias, também é uma oportunidade para promover educação sobre planejamento reprodutivo, preservação da fertilidade e saúde da mulher ao longo da vida.

FONTE: Dra. Sofia Andrade: Ginecologista e especialista em Reprodução Humana

SUGESTÕES DE PERGUNTAS:

O que caracteriza um parto prematuro e por que esse tema é tão relevante no Brasil?

De que forma a idade materna pode influenciar a prematuridade?

Tratamentos de reprodução assistida aumentam o risco de parto prematuro? Por quê?

Quais cuidados especiais são recomendados para gestantes que realizaram FIV?

Como o congelamento de óvulos pode ajudar mulheres a planejar a maternidade com mais segurança?

Quais sinais merecem atenção durante a gestação e podem indicar risco de parto prematuro?

Qual a importância do pré-natal especializado para mulheres que engravidaram por reprodução assistida?

Quais são os principais mitos sobre fertilidade e gestação tardia que ainda precisam ser combatidos?

Que orientações a senhora dá para mulheres que desejam engravidar após os 35 anos?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

55046723069_f9373740d3_c
Bahia atropela o Galícia na Fonte Nova
O Bahia não encontrou dificuldades para golear o Galícia, por 3×0, pela terceira rodada do Baianão....
Michael
Santos avança por contratação de atacante Michael, do Flamengo
O Santos avançou para mais uma contratação para a temporada de 2026. Segundo a ESPN, o clube está com...
Bailinho de Quinta 03
Terraço do Barra recebe Bailinho de Quinta com show aberto ao público neste sábado (17)
Neste sábado (17), o Terraço do Barra recebe show exclusivo do Bailinho de Quinta, a partir das 17h....
Bianca Reis - Luciana Bahia
Janeiro Branco: quem cuida da mente, cuida da vida
O janeiro branco é uma campanha brasileira iniciada em 2014, que busca chamar a atenção para o tema da...

Opinião

clube-da-esquina
Os sonhos não envelhecem: uma análise de “Clube da Esquina” e a resistência contra a Ditadura Militar