Salvador, 9 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Seis pessoas são condenadas por tráfico internacional de drogas no porto de Salvador

Seis integrantes de uma organização criminosa foram condenados a até 20 anos de prisão por tráfico internacional de drogas no Porto de Salvador. O grupo criminoso foi desarticulado pela Polícia Federal durante a “Operação Descontaminação”, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta quarta-feira (24).

A denúncia contra o grupo foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF à 2ª Vara da Justiça Federal.

Conforme a denúncia, o grupo condenado utilizava uma técnica conhecida internacionalmente como “rip-on/rip-off” para cometer os crimes. A estratégia consiste na inserção clandestina de drogas em contêineres de exportadores lícitos, sem o conhecimento dos proprietários.

O objetivo da organização criminosa era usar a estrutura portuária de Salvador para enviar drogas como cocaína para portos de países da Europa, a exemplo da Holanda, Bélgica e Espanha.

Ainda segundo o MPF, o esquema dos criminosos contava com uma estrutura especializada e divisão de tarefas. Eles utilizavam estratégias como:

informações privilegiadas sobre cargas e embarques;
atuação de pessoas com acesso ao terminal portuário;
veículos clonados;
lacres falsificados;
apoio logístico.
Entenda o esquema
O “núcleo de inteligência” do grupo contava com funcionários do terminal portuário, que acessavam os sistemas internos para selecionar contêineres em “pontos cegos” das câmeras de segurança do porto.

Para entrar no local, os criminosos usavam carros clonados com logomarcas de empresas que prestam serviço ao terminal. Além disso, vigilantes eram subornados para burlar vistorias.

Até mesmo técnicos de refrigeração eram cooptados para sabotar peças dos contêineres a fim de gerar falsos chamados de manutenção, justificando a permanência longa dos criminosos no local.

Após colocar as sacolas com drogas na carga, o grupo rompia os lacres originais das portas dos contêineres e os substituía por cópias falsificadas a laser. A versão do lacre usada pelos criminosos mantinha a numeração verdadeira, ocultando a violação até que a carga chegasse ao destino final.

Condenação
O MPF detalhou que as penas determinadas variaram de acordo com a gravidade da conduta de cada réu e do número de crimes cometidos. A identidade de nenhum dos seis condenados foi revelada.

As penas aplicadas vão de 12 anos e 3 meses a 20 anos, 8 meses e 7 dias, em regime fechado. O pagamento de multa também foi estabelecido pela Justiça.

O grupo foi condenado pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público. Vale ressaltar que ainda cabe recurso da decisão.

G1

Veja também

Eleva-MEI_Fot-Bruno-Concha_Secom_Pms-4
Prefeitura de Salvador regulamenta programa que prioriza pequenos negócios locais nas compras públicas
A Prefeitura de Salvador publicou o Decreto nº 42.035/2026, que institui o Programa Salvador Compra do...
indígena
Comissão da Verdade Indígena será tema de audiência na Câmara
Objetivo é avançar na proposta de criação da comissão Demanda de mais de uma década dos povos originários,...
Linha que atende Cajazeiras XI muda de código_Ascom Semob
Linha que atende Cajazeiras XI muda de código e ganha reforço de viagens
A Secretaria de Mobilidade (Semob) promove, a partir desta quarta-feira (09), mudanças em na linha de...
andrei
Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues no comando da PF
Na terça, Mendonça pediu o afastamento do diretor-geral da corporação O ministro Flávio Dino, do Supremo...

Opinião

WhatsApp Image 2026-08-24 at 12.03
Opinião: Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige