A bebida servida quente, de cheiro característico e inebriante, está presente em todas as mesas do mundo. No café da manhã, em encontros informais entre amigos e nos formais. O café se transformou numa válvula de escape, mesmo sendo um estimulante natural. Mas afinal, quem inventou isso de torrar um grão e beber o seu líquido escaldante?

Há registros de que a história do café começa por volta de 575 d.C., onde hoje é a Etiópia. A lenda conta que cabras foram as primeiras consumidoras do fruto e que, após a sua digestão, os pastores percebiam agitação no rebanho. Confusos com o que estava acontecendo, um pastor levou o fruto até um monge, e aqui temos uma bifurcação nessa história: na primeira versão, o monge considerou ser algo ruim e decidiu queimá-lo, percebendo assim o seu cheiro e gerando curiosidade. Na outra versão, o monge ficou intrigado e resolveu fazer uma infusão da fruta, criando o hábito de tomá-la em dias de culto. No fim, o consumo foi feito e a tal infusão estimulante virou um sucesso pelo mundo.
Devido a esse sucesso, o café viajou muito antes de chegar às mesas brasileiras. O primeiro registro do café em solo brasileiro é de cerca de 1727, com Francisco de Melo Palheta. A planta foi contrabandeada pelo bandeirante enquanto voltava de uma expedição na Guiana Francesa, e ele começou a cultivar a sua muda em solo paraense. Com a horta prosperando, passou a comercializar o produto pela região. Com a popularidade crescendo na Europa, o café no Brasil também ganhava o seu espaço, tendo a sua produção expandida pelo resto do país.
Café no dia a dia
A consolidação, popularidade e viés econômico fizeram com que a paixão pela semente torrada se perpetuasse por gerações, e esse foi o caso de Luiz Guilherme Guerreiro. O engenheiro conta como começou a sua relação com a bebida: “A primeira memória que tenho com café é na casa da minha avó. Ela sempre me dava café com leite e bolo, e assim eu fui crescendo e gostando de café”. Mesmo o hábito não sendo recomendado pelos profissionais da área da saúde, é a realidade de muitas famílias. “Não é recomendado dar café tão cedo às crianças, principalmente por distúrbios no sono e cognitivos, dificuldade de compreensão e ansiedade”, alerta a biomédica Esther Caldas. Sobre o consumo entre adultos, além da agitação e ansiedade que a bebida estimulante causa, é comum que, quando retirado abruptamente, gere os sintomas de uma abstinência.
Café como um hobby
Com o consumo ilimitado de informação por meio das redes, Luiz Guilherme Guerreiro confessa que, com o passar dos anos e o amadurecimento do paladar, passou a consumir conteúdo de baristas como um hobby: “Gosto de assistir [sobre café] nas minhas horas vagas. Ver os toques, métodos de café, ir em uma cafeteria cara à troa de nada… gosto bastante”.
Hoje em dia, na rede social TikTok, é comum encontrar conteúdos educacionais e de entretenimento em vídeos curtos de até 1 minuto e 30 segundos. É o caso da @amandabarista, conhecida como a “Moça do Café”. A influenciadora Amanda Albuquerque já soma mais de 4 milhões de seguidores em suas redes sociais com o seu conteúdo voltado ao café.
@amandabaristaavamo fazer café comigo?♬ som original – Amanda Albuquerque -Moça do ☕️
A influenciadora posta seus vídeos como entretenimento, mas com grande carga de conhecimento. O leque de influenciadora que usam o café como uma persona nos seus conteúdos é extenso. Mas quem de fato é popular, o café ou o influenciador?












