Salvador, 24 de agosto de 2026
Editor: Chico Araújo

As fotografias de Carlos Barral ganham exposição e lançamento do livro Enquanto Existe Azul, no MAB

Depois de uma elogiadíssima pequena mostra em Fortaleza, no Ceará, Carlos Barral apresenta a versão completa da exposição Enquanto Existe Azul! que será aberta para o público convidado na próxima quarta-feira (12/02), no Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, 2340, em Salvador.  Com a curadoria de Diógenes Moura, a mostra reúne cerca de 45 obras com diferentes dimensões, na quais o fotógrafo explora a relação entre arte, natureza e a sua trajetória de artista. Aberta ao público, a exposição fica em cartaz até 30 de março.

Na ocasião, será a vez dos baianos participarem da sessão de autógrafo do livro de fotografia homônimo à exposição, uma edição em capa dura com 260 páginas. A publicação teve seu pré-lançamento no renomado Solar Foto Festival, no final do ano passado, em Fortaleza.  Exposta na galeria e nas páginas do livro, a obra de Carlos Barral, que tem como inspiração as águas do velho Rio São Francisco, transcende os limites da fotografia tradicional, criando uma ponte entre imagem e pintura.

As águas do velho Rio São Francisco estão presentes desde a infância na vida de Carlos Barral. Na fotografia, suas composições abstratas parecem evocar as pinceladas de grandes mestres, ampliando a experiência do espectador e enriquecendo a cena artística nacional.

“Quando fotografo a natureza, me entrego a sua desorganização luxuriante. A estética das minhas fotos é da Natureza, da biodiversidade, de tudo que cai na terra ou nas águas e se transforma em adubo para renovar a vida e o curso do sol, trazendo para as águas a sua paleta de cores.   Meu foco são os detalhes do reflexo do entorno, dos movimentos das águas e do que resta do azul. Abracei fragmentos nas águas, como um único universo, o objetivo da minha foto. É sempre o todo pequeno de um pedaço, que enlouqueceu o meu olhar “, Explica Barral

É esta abordagem inovadora que torna o seu trabalho singular, oferecendo ao público uma imersão visual que desafia as percepções convencionais da fotografia. Além do impacto estético, o conjunto de obras, aliado à bionarrativa do artista, busca sensibilizar os visitantes para questões ambientais necessárias em tempos atuais. A fotografia, nesse contexto, torna-se uma ferramenta de reflexão e conscientização.

FICHA TÉCNICA

Fotos e Textos – Carlos Barral

Curadoria – Diógenes Moura

Designer Gráfico – Claudio Filus

Produção – Maria Barral e João Perene

Data: De 12/02 a 30/03

Horário – 10h às 18h de Terça a Domingo.

Local – Museu de Arte da Bahia – Corredor da Vitoria

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