Salvador, 18 de maio de 2026
Editor: Chico Araújo

Com missas e procissão, soteropolitanos celebram São Lázaro, protetor dos enfermos

Dezenas de fiéis celebraram neste domingo (28) a Festa de São Lázaro, realizada todo ano no último domingo de janeiro, na Igreja de São Lázaro e São Roque, na Federação. A festa, que está entre as de maior sincretismo religioso da capital baiana, teve início às 6h, com alvorada de fogos convidando para as missas, que ocorreram ao longo de toda a manhã. À tarde, houve a missa solene e, em seguida, uma procissão que saiu com a imagem do santo até o Campo Santo e retornou à igreja, como é feita tradicionalmente todos os anos.
A celebração deste domingo foi fruto de uma preparação de três dias de oração e reflexões dos devotos. Neste ano, a festa trouxe como tema “São Lázaro: Amizade Social”, fazendo referência à campanha da fraternidade de 2024.
Tanto a festa quanto a paróquia de São Lázaro e São Roque têm como característica unir pessoas com diversas religiões e expressões de fé. Não à toa, São Lázaro também é atribuído a Omolu/Obaluaê no sincretismo com o candomblé. Quem compareceu, pôde presenciar desde o famoso banho de pipoca na escadaria da igreja às preces na lateral do espaço, onde é possível se conectar com o sagrado e deixar velas para pedir ou agradecer.
A celebração reúne fiéis que buscam pedidos de bênçãos e agradecimentos por graças alcançadas, como é o caso de Ednalva Ferreira da Silva, 64, e que há três décadas frequenta a celebração. “Sou devota, venho toda segunda-feira na missa e na festa dele, que é o dia principal para estar aqui. Já tive vários milagres alcançados e agradeço muito a ele por tudo. Vim para agradecer e pedir bençãos para este novo ano que se inicia. Estou muito emocionada por tudo que ele representa para mim e para minha vida”, declarou com os olhos rasos d’água.
A devoção a São Lázaro, considerado o santo protetor dos doentes, desamparados e dos animais, é marcante também para o membro da comissão de organização das festividades em prol do santo, Edmilson Sales. “Eu tenho uma dedicação grande e compreendo que ele não é um santo que tem relação com riqueza. Se você vier à igreja pedir riqueza, está perdendo tempo. Mas se vier pedir saúde, paz espiritual e compreensão, vai achar. Essa compreensão é o que dá a possibilidade de reunir aqui pessoas de duas religiões que são a católica e o candomblé de uma forma muito tranquila”, contou.
Almira Marques, 70 anos, declarou que busca diariamente seguir o exemplo do santo de acolher a quem precisa – seja com afeto ou compartilhando o pão. Além de estar presente durante o ano na igreja, Marques contou que busca contribuir na organização da festa para propagar ainda mais o amor. “Meu sentimento em relação a São Lázaro é de gratidão e de que vou muito além com a minha fé. Peço sempre que interceda com Jesus pela minha família e sempre tenho muito êxito nisso. Eu sou da Boca do Rio mas sempre que posso venho ajudar no serviço de outras paróquias, como aqui. Venho contribuir aqui na igreja há 40 anos”, finalizou.

Fotos: Bruno Concha / Secom PMS

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