Salvador, 18 de maio de 2026
Editor: Chico Araújo

Absorvente interno sem tabu: o que toda mulher precisa saber

Apesar de ser um método amplamente utilizado, o absorvente interno ainda gera muitas dúvidas — e até receios — entre mulheres e adolescentes. Perguntas simples, mas comuns, muitas vezes não são feitas por vergonha ou falta de informação adequada.

Para esclarecer os principais mitos e orientações sobre o uso seguro do absorvente interno, a ginecologista Camila Bolonhezi explica o que é verdade, o que é mito e quais cuidados são essenciais.

Preciso trocar o absorvente interno depois de fazer xixi?

Segundo a médica, depende. “O absorvente interno fica posicionado dentro da vagina, enquanto a urina sai pela uretra. Portanto, ele não se molha diretamente durante o xixi”, explica.

No entanto, a cordinha pode ficar úmida e causar desconforto ao longo do dia. A recomendação é segurá-la para o lado durante a micção ou protegê-la com papel higiênico. Caso fique molhada, o ideal é trocar o absorvente para evitar odores e desconforto.

Posso ter relação sexual usando absorvente interno?

Camila é enfática: não. “O absorvente interno ocupa o canal vaginal. A penetração com ele pode causar dor, sangramento e até aumentar o risco de infecção — o que, em casos mais graves, pode trazer impactos à saúde reprodutiva.”

Caso a mulher esqueça de retirar antes da relação, é importante procurar atendimento ginecológico para avaliação.

E se eu empurrar o absorvente muito fundo e perder a cordinha?

A orientação principal é manter a calma. “O absorvente não vai se perder dentro do corpo. A vagina é um canal fechado”, explica a ginecologista.

Se a cordinha não estiver visível, recomenda-se:

Lavar bem as mãos

Relaxar o corpo (a tensão dificulta a retirada)

Agachar ou elevar uma das pernas

Introduzir o dedo cuidadosamente para localizar e puxar

Se não for possível remover, a retirada pode ser feita facilmente no consultório, sem complicações.

Dormir com absorvente interno é seguro?

Pode ser seguro, desde que o tempo de uso não ultrapasse oito horas. “O uso prolongado aumenta o risco de infecções e da síndrome do choque tóxico, embora seja raro”, esclarece Camila.

Se houver dúvida sobre o tempo de sono, a recomendação é optar por métodos externos durante a noite.

O absorvente interno pode causar secura vaginal?

Sim. “Ele absorve o sangue menstrual, mas também parte da umidade natural da vagina. Mulheres que já têm tendência à secura, especialmente aquelas que usam anticoncepcional hormonal, podem perceber mais desconforto”, explica.

Nesses casos, a orientação é alternar com outros métodos menstruais e observar como o corpo reage.

Para Camila Bolonhezi, falar abertamente sobre saúde íntima é fundamental para que mulheres façam escolhas conscientes e seguras. “Informação reduz medo. Quando entendemos nosso corpo, usamos os métodos de forma mais tranquila e adequada”, conclui.

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