Do hit de Sabrina Carpenter à excelência da Chapada Diamantina, entenda por que o café baiano é o verdadeiro protagonista da rotina e da gastronomia mundial.
No calendário, o Dia Mundial do Café é 14 de abril, mas para o brasileiro, todo dia é dia de uma dose extra de energia. Assim como no hit de Sabrina Carpenter, “Espresso“, o café tem o poder de nos manter acordados e focados, tornando-se o “vício” favorito de quem vive a rotina intensa das cidades. Mas, para além das paradas de sucesso, o grão brasileiro, considerado o melhor do mundo, esconde segredos que vão do cultivo rústico à alta gastronomia.
Segundo a especialista Jane E. Brody, em artigo publicado pelo Estadão, a falta de moderação é o perigo real. Ela alerta que métodos sem filtro como a prensa francesa ou o próprio Espresso podem reter substâncias que, em excesso, não fazem bem às artérias. Ou seja: até para se sentir uma “Popstar Cafeínada”, é preciso filtrar as escolhas!
Filtre suas escolhas: A recomendação média é de 400mg de cafeína por dia. No espresso, o segredo é a moderação para manter o ritmo do coração tão em dia quanto o seu hit favorito.

O hábito, porém, ignora as artérias e foca na sensação de conforto. Para a estudante, Ana Clara Lima, a bebida é uma extensão da personalidade: “Sinto que vou entrar em desespero quando falta no meu café da manhã”, brinca. Já para a estudante de Psicologia, Vitória Lana Morais, o café é o que sustenta as noites de estudo: “É o meu combustível para o trabalhar até tarde”. Essa conexão emocional com a xícara é o que move o mercado de cafés especiais, onde o grão deixa de ser apenas uma mercadoria para virar item de luxo.
Nesse cenário de busca por qualidade, o destaque absoluto vai para a Chapada Diamantina, na Bahia. Com temperaturas que chegam a 2°C nos meses frios, o clima garante um desenvolvimento saudável da lavoura e maior consistência nas safras. Segundo o especialista Arthur Saggioratto, do portal Rua do Café, o segredo está no “Terroir“: a combinação de solo mineralizado e biodiversidade resulta em grãos mais complexos, doces e florais.
Nas fazendas baianas, variedades como Catuaí, Bourbon Amarelo e Arara ganham vida, revelando uma acidez cítrica e doçura pronunciada que conquistaram o paladar internacional. Como define Saggioratto, degustar esses grãos é descobrir um novo sotaque dentro do Brasil cafeeiro. Seja pelo sabor, pela cultura ou pela necessidade de energia, o café baiano prova que, quando o assunto é excelência, a Bahia sabe como produzir um verdadeiro hit global.
Joia da Bahia: O café da Chapada Diamantina é exportado para as melhores cafeterias da Europa devido ao seu “Terroir” único e doçura natural.
Por: Anna Julia Calil