O número de mortos após a avalanche de lama que atingiu a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 157 segundo o Conselho Nacional de Turismo do Nepal. As equipes de resgate continuam as buscas por centenas de desaparecidos, enquanto o mau tempo e as condições do terreno dificultam o acesso às áreas mais atingidas.
O distrito montanhoso de Rasuwa, no Nepal, foi um dos locais mais afetados. A região, que tem cerca de 50 mil habitantes, registrou grande destruição provocada pela inundação e pelo avanço da lama. Helicópteros mobilizados para as operações de resgate não conseguiram pousar em alguns pontos.
Antes da atualização no número de vítimas, as autoridades haviam contabilizado 98 mortos — 95 no Nepal e três no Tibete — e 844 desaparecidos. Entre os desaparecidos estavam centenas de turistas estrangeiros. O Conselho de Turismo do Nepal informou que 384 turistas não haviam sido localizados, sendo 291 estrangeiros.
Entre as nacionalidades identificadas estavam cidadãos da Índia, Coreia do Sul, Malásia, Reino Unido, África do Sul, Estados Unidos, Austrália e Holanda. A China também informou 265 desaparecidos, mas ainda não detalhou as nacionalidades.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que policiais e militares participam das operações de busca e resgate. As autoridades ainda não esclareceram a causa da inundação. Um episódio semelhante registrado no mesmo rio no ano passado foi posteriormente associado ao esvaziamento de um lago glacial.
O Itamaraty ainda não informou se há brasileiros entre os desaparecidos.

