Salvador, 31 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Fiocruz vai ampliar produção de kits diagnósticos para o SUS

Fundação vai assumir fábrica que seria fechada por farmacêutica
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai ampliar sua capacidade de produção de insumos e kits diagnósticos para o Sistema Único de Saúde com uma nova planta produtiva, que teve sua cessão à instituição formalizada nesta segunda-feira (10).

A fábrica pertence à empresa francesa bioMèrieux e fica em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e será cedida à Fiocruz por um período inicial de dez anos.

A Fiocruz e a bioMérieux, líder mundial na produção de diagnósticos, também assinaram em junho um memorando de entendimento para a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

A cessão da planta foi proposta pela bioMérieux, porque a empresa francesa decidiu encerrar as atividades da fábrica na redefinição de seu modelo de negócio no país. No entanto, como a empresa francesa é fornecedora da saúde pública brasileira desde a década de 70 e já tem outros acordos com a Fiocruz, decidiu ceder sua unidade industrial à fundação, ao invés de fechá-la.

A operação da Fiocruz no local está programada para começar em março de 2026, com a produção da linha de testes rápidos.

O novo campus ficará ligado ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), unidade da Fiocruz responsável pela pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas, kits para diagnóstico, biofármacos e terapias avançadas destinados prioritariamente ao SUS.

Na fábrica, será possível realizar desde o corte até o processamento final e montagem dos testes, incluindo as áreas dedicadas ao controle de qualidade, testes de estabilidade e a produção de painéis para a avaliação externa.

Com isso, a Fiocruz espera reduzir o tempo de produção e também fortalecer a autonomia nacional em diagnósticos, bem como a resposta do Brasil em caso de emergências sanitárias, como explica o presidente da fundação, Mario Moreira.

“Esse é um passo estratégico para ampliar a capacidade nacional de produção e inovação em diagnósticos, gerando benefícios à população ofertando ferramentas diagnósticas precisas, tempestivas, sustentáveis, acompanhando o avanço tecnológico em favor do enfrentamento de emergências sanitárias”.
Agência Brasil

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