Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Bahia celebra Dia Mundial do Chocolate destacando a qualidade da produção da agricultura familiar

No Dia do Chocolate, é comum celebrarmos o sabor, as memórias e as experiências que ele desperta. Mas antes de chegar às prateleiras, às receitas e às mesas do povo baiano, o chocolate nasce de um fruto cultivado com muito trabalho e dedicação. É por isso que, nesta data, a Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) destaca quem está na base dessa cadeia produtiva: os agricultores e agricultoras familiares, como Carlos Nascimento Almeida, morador do município de Camamu, no Baixo Sul da Bahia.

Carlos produz cacau em sua propriedade, próxima ao Assentamento de São Gonçalo. Ele é um dos beneficiários das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) realizadas pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à SDR, que acompanha de perto o plantio de milhares de famílias agricultoras em todo o Estado, oferecendo suporte técnico e contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção no campo.

“O cacau precisa de técnica. Se você não colocar ela em prática, você não vai a lugar nenhum. Eu sou muito agraciado por ter assistência técnica na minha propriedade”, conta Carlos, que cultiva cacau clonado, um tipo de muda feita a partir da cópia de plantas selecionadas, que se destacam por sua alta produtividade, resistência a doenças e qualidade do fruto.

Essa técnica exige conhecimento e acompanhamento constante, algo que o agricultor encontrou com o apoio do ATER. Ele também utiliza o sistema cabruca, um modelo tradicional da agricultura familiar, que mantém os cacaueiros sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, promovendo sustentabilidade, conservação ambiental e equilíbrio na produção.

Para Carlos, a agricultura é mais do que uma atividade econômica. É transformação de vida. “A agricultura hoje, pra mim, é tudo. É minha fonte de renda, é um lazer que eu não tinha. A minha história é muito linda, porque a gente que vem de família humilde e que não tem recurso, nem um certo estudo, a gente almeja por uma terra para ter um futuro melhor, como tá sendo a minha vida hoje por causa da agricultura. Agradeço muito a Deus pela oportunidade que Ele me deu, junto com minha família, de chegar no nível de ser um cacauicultor no Baixo Sul da Bahia”, relata emocionado.

A trajetória do trabalho rural representa a de milhares de famílias agricultoras da Bahia que, com o apoio de políticas públicas, vêm superando desafios, gerando renda e movimentando a economia local. Através do trabalho da SDR e de suas áreas, como a Bahiater, agricultores familiares recebem acompanhamento técnico, acesso a tecnologias, incentivo à diversificação produtiva e caminhos para alcançar novos mercados.

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