Salvador, 18 de maio de 2026
Editor: Chico Araújo

Lombalgia: você sabe o que é?

A lombalgia, uma condição que afeta a região lombar inferior, é um problema extremamente comum, tendo em vista que, segundo informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia, afeta mais pessoas do que qualquer outra patologia, com uma prevalência que a coloca como a segunda causa mais comum de consultas médicas gerais, perdendo apenas para o resfriado comum.

A doença pode ser classificada em aguda (com duração inferior a 3 semanas), subaguda ou crônica (com duração superior a 3 meses). A reumatologista da Novaclin, Dra. Cláudia Costa, destaca que apesar do aparecimento repentino, a maioria dos casos resolve-se espontaneamente. “Entre 65% e 80% da população mundial experimenta dor na coluna em algum momento da vida, mas é essencial ressaltar que a grande maioria encontra alívio sem a necessidade de tratamento específico”, afirma.

PRINCIPAIS CAUSAS

A coluna vertebral é uma estrutura complexa, composta por ligamentos, tendões, músculos, ossos, articulações e discos intervertebrais. A Dra. Cláudia Costa destaca que diversas causas podem contribuir para a dor lombar, desde o “mau uso” ou “uso excessivo” e/ou repetitivo das estruturas da coluna. São causas comuns: esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, e erro postural.

“É importante compreender que muitas vezes, a dor lombar está relacionada a fatores comportamentais e de estilo de vida. Atividades diárias, postura no trabalho e até mesmo o condicionamento físico podem desempenhar um papel significativo na ocorrência da lombalgia”, explica.

A lombalgia pode ser sintoma de doenças sistêmicas não reumatológicas, como infecções e tumores, mas podem estar relacionadas às doenças reumáticas como osteoporose (fraturas vertebrais) e espondilite anquilosante (de causa inflamatória).

diagnóstico da lombalgia é, em grande parte, clínico. Por isso, é importante ter um histórico detalhado da dor e fatores associados, além de um exame físico meticuloso, para determinar corretamente a origem e a natureza da dor.

“Exames de imagem geralmente não são solicitados em casos agudos de lombalgia, a menos que haja sinais de alerta, como febre, perda de peso, déficit neurológico, idade acima de 50 anos ou histórico de trauma. Quando a dor persiste por mais de 4-6 semanas, outros exames podem ser considerados”, enfatiza.

A lombalgia, pode muitas vezes ser gerenciada, tratada e prevenida com uma abordagem integral considerando causas mecânicas e sistêmicas. Para evitar que as pessoas sejam acometidas por essa condição que pode estar associada a uma doença, a Dra. Cláudia Costa aconselha sobre a importância da conscientização e a adoção de medidas preventivas. “Pequenas mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios físicos, manutenção de um peso saudável, postura adequada e ergonomia no trabalho, podem desempenhar um papel fundamental na prevenção da lombalgia”, conclui.

 

Dra. Cláudia Costa é médica especialista em reumatologia e atende na clínica Novaclin em Salvador-BA, associada ao Grupo Cita (Centros Integrados de Terapia Assistida), e está disponível para entrevistas sobre “Lombalgia”.

Deixe um comentário

Veja também

convocacao_ultima_selecao_2025
Ancelotti confirma Neymar e deixa Luciano Juba de fora da Copa do Mundo
Sem muitas surpresas, o técnico da Seleção Brasileira, o italiano Ancelotti divulgou há pouco, no Museu...
morta
Canabrava: casal é encontrado morto dentro de casa; caso é investigado pela Polícia Civil
Um casal foi encontrado morto dentro da casa onde morava, no bairro de Canabrava, em Salvador, no domingo...
Lula
Terras raras: "Brasil não abre mão de sua soberania", diz Lula
Presidente inaugurou linhas de luz síncrotron do Projeto Sirius O presidente da República Luiz Inácio...
Fiocruz
Justiça Federal manda derrubar perfis com desinformação sobre Fiocruz
Ação indica publicação de fake news como dados oficiais da instituição A Justiça Federal do Rio de Janeiro...

Opinião

WhatsApp Image 2026-04-10 at 12.30
Compra de terras por estrangeiros no Brasil: o problema real pode estar no processo, não na lei