Por Gabriela Pointis e João Pedro Dias
Por trás do nome Prisma Cult, há um conceito que mistura física e abstração. Isaac Newton revelou em 1672 que quando a luz branca atravessa um prisma de vidro ou cristal, ela se decompõe nas sete cores visíveis que formam o arco-íris. Em 2024, a equipe do site adaptou essa ideia: eles acreditam que, assim como a luz, a própria cultura também poderia se decompor em diversas categorias se atravessasse um prisma. A partir dessa mistura, surge o slogan do site: Um espectro, muitas expressões.
Inicialmente focado em críticas de filmes estrangeiros populares, o Prisma Cult, veículo de entretenimento independente, agora almeja expandir sua presença no cenário da agenda cultural da cidade de Salvador, assim como pretende realizar uma cobertura mais ampla das subeditorias de Cinema, Música, Literatura e Televisão.
“A gente fala de livro, a gente fala de música, a gente fala de filme”, diz a redatora Cida Gomes, visivelmente empolgada.
A equipe
A redação do site é composta por três jornalistas em formação: a própria Cida Gomes, Gabriela Pointis e João Pedro Dias. As personalidades de cada redator refletem diretamente no conteúdo das matérias. Por exemplo, Gabriela recentemente publicou sobre filmes românticos para o Dia dos Namorados; João Pedro sobre a heroína dos quadrinhos Jean Grey e Cida entrevistou a autora Socorro Acioli.
“A gente conversa sobre os temas que fazem mais sentido para cada um abordar, porque temos gostos e perspectivas diferentes. Por exemplo, se tem um filme em cartaz, quem é mais provável de assistir e pra fazer uma review? Se sair um álbum, quem é mais provável de ouvir para analisar? A gente se reúne dessa forma e vê os assuntos mais quentes do momento”, revela Cida Gomes sobre as reuniões e escolhas de pauta.
Site e redes sociais
O Prisma Cult opera principalmente da seguinte forma: uma matéria é publicada no site e, em seguida, seu conteúdo é adaptado para as redes sociais Instagram e Twitter por meio de carrosséis e fios — ou threads. Foi essa a alternativa que a equipe encontrou para manter o site ativo num Brasil onde o consumo de notícias via mídias tradicionais como televisão e jornal impresso despencou na última década, conforme dados do relatório Reuters Institute Digital News Report 2025.
“A gente mantém o site para que a gente possa falar, abordar e se aprofundar mais, mas sabemos que o que as pessoas vão consumir de fato são as redes sociais”, reflete Cida Gomes.
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— Prisma Cult (@prismacult) May 24, 2026
Taemin, One Direction e Feiticeira Escarlate. Cada membro da equipe do Prisma Cult trabalhou em uma fanbase diferente dedicada a essas figuras da cultura pop. Fanbases, aliás, são veículos feitos por fãs, geralmente através de contas na rede social X (ex-Twitter), cujo objetivo é publicar atualizações sobre um artista, grupo musical ou até personagem de quadrinhos. Para Cida, esse é um dos diferenciais do time:
“A gente tem esse olhar de redes sociais. Somos um público da geração Z que consome cultura pop diariamente, porque faz parte da nossa forma de consumir mídia. Muitas pessoas que enxergam a cultura pop desse jeito não estão em sites.”
Escute a entrevista completa em áudio:


