Salvador, 24 de julho de 2026
Editor: Chico Araújo

Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

Passam a ser liberados o belimumabe e o ocrelizumabe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20), a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para para crianças e adolescentes por meio de medicamentos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

Para crianças a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, o Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado como tratamento complementar. O medicamento é destinado a pacientes que apresentam alto grau de atividade da doença, e que já estejam em tratamento padrão, com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

A medida abrange as alternativas em caneta aplicadora/autoinjetora, visando reduzir a necessidade de deslocamentos a centros de infusão e o conforto dos pacientes. A formulação intravenosa do medicamento já estava aprovada para pacientes pediátricos

Outro medicamento que teve ampliação de uso em pacientes a partir de 12 anos e 40 kgs é o Ocrevus (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). O produto é um anticorpo monoclonal recombinante, que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.

Sobre o lúpus
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Entre os principais sintomas estão febre, rigidez muscular e inchaços, lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol, linfonodos aumentados e queda de cabelo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. O diagnóstico é feito a partir de uma série de exames médicos, como hemograma, biópsia renal, exame de urina, entre outros. O tratamento é principalmente paliativo.

Sobre a esclerose múltipla
Já a esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central. O sistema imunológico ataca a mielina que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.

Na forma remitente-recorrente, a doença é caracterizada por episódios de novos sintomas neurológicos ou agravamento dos já existentes, seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa. A manifestação dos sintomas antes dos 18 anos é considerada uma condição rara e mais grave da doença.

Entre os sintomas mais comuns estão fadiga extrema, dormência, formigamento, alterações visuais (como visão turva ou dupla), fraqueza muscular, desequilíbrio e dificuldade de controle da bexiga. As causas envolvem predisposição genética e fatores ambientais que funcionam como gatilhos, como infecções virais, tabagismo e obesidade. O diagnóstico é feito por um neurologista junto a exames complementares.

Agência Brasil

Veja também

A oncologista Clarissa Mathias_Crédito Miro
Oncologista baiana Clarissa Mathias lança terceiro livro da série “Encontros com a Espiritualidade”
Lançamento beneficente em prol da Casa Solange Fraga acontece nesta sexta-feira, dia 24 de julho, no...
ok PALESTRA JULHO AMARELO_Escola São João
JULHO AMARELO: ISEN leva prevenção das hepatites virais a estudantes da EJA em Coração de Maria
O Instituto de Saúde e Educação do Nordeste (ISEN) realiza, ao longo de julho, ações educativas nas escolas...
Cármen Lúcia
Democracia está nas mãos do povo, não em palácios, diz Cármen Lúcia
Ministra do STF falou durante lançamento do seu livro em Paraty “Está em nossas mãos a democracia, não...
HPV
Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovens
Benefícios se estenderam até a pessoas que não se imunizaram A prevalência dos principais tipos de HPV...

Opinião

advs
Eleições na era digital: o uso da Inteligência Artificial nas eleições de 2026