Com a chegada dos meses mais frios do ano, especialistas alertam para o aumento dos casos de doenças respiratórias, principalmente gripes, resfriados, pneumonias e descompensações de doenças crônicas. Segundo o pneumologista e diretor de Assuntos de Saúde Pública da Associação Bahiana de Medicina (ABM), Dr. Guilhardo Fontes, o crescimento desses quadros já pode ser observado.
“Em maio, registramos um aumento precoce na incidência de doenças respiratórias. Com a redução mais acentuada das temperaturas nesses meses de junho e julho, a tendência é que esses números cresçam ainda mais nos ambulatórios e serviços de emergência”, afirma.
O especialista também chama a atenção para o aumento do tabagismo no país, impulsionado principalmente pelo uso de cigarros eletrônicos entre jovens e adolescentes. Dados recentes apontam que a prevalência do tabagismo passou de 9,3% para 11,6%, representando um crescimento de aproximadamente 25%.
Para reduzir os riscos de adoecimento, Dr. Guilhardo reforça a importância das medidas preventivas. “A prevenção continua sendo o melhor tratamento. É fundamental desencorajar o início do tabagismo, manter hábitos de vida saudáveis, com boa alimentação, hidratação adequada, sono reparador e prática regular de atividade física”, destaca.
Além disso, o médico recomenda cuidados simples, mas eficazes, para reduzir a transmissão de vírus respiratórios. “Etiqueta ao tossir ou espirrar, lavagem frequente das mãos, evitar aglomerações quando possível e manter a vacinação em dia são medidas importantes para prevenir ou amenizar a disseminação dessas doenças”, orienta.
O pneumologista lembra ainda que a tuberculose permanece presente na realidade brasileira e deve sempre ser considerada diante de sintomas respiratórios persistentes. “É preciso ter cuidado com a ideia de uma ‘gripe mal curada’. Em alguns casos, sintomas prolongados podem ser o início de doenças mais graves e merecem avaliação médica adequada”, conclui.


